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Carrilho da Graça no Crato


4 comentários:

Paulo disse...

Penso que a Pousada do Crato teria muito a ganhar se lhe fizesse um convite para expor no seu espaço estes seus olhares. O trabalho de Recuperação / inovação do Arq. Carrilho da Graça tem, nas suas fotografias, uma magnífica valorização. Parabéns.

PR disse...

Meu caro Paulo, antes de mais o nosso obrigado pelo seu amável comentário. Quando saímos procuramos descobrir/usufruir de espaços e vivências diferentes e por vezes temos êxito, como foi o caso de pousada da Flor da Rosa – Crato. Quanto à obra de Carrilho gostámos imenso, já no que diz respeito ao projectado “cubo” abrantino, desconfio que temos algumas reservas… PR

Paulo disse...

PR, obrigado pela atenção. Do "cubo" abrantino só conheço de ouvir falar... e vi uma montagem fotográfica em que me parece que a volumetria é catastrófica. Penso que alguns arquitectos têm por vezes problemas com o público por, digamos, "excesso" de creatividade. Ou seja, receiam que fazer a partir do que está possa ser pouco creativo. Vou estar atento ao que se passa com a obra de Abrantes. Renovo os meus parabéns ao vosso da janela.

PR disse...

Tenho um gosto particular pelo jogo arquitectónico e pela forma como os grandes arquitectos – particularmente estes – concebem os espaços. No entanto, por vezes, sinto que estes cedem à tentação de deixar uma grande marca do seu trabalho procurando criar a obra que os perpetue. Não sei se será este o caso de Abrantes, mas que ele dá que pensar, dá. Explicito um pouco melhor, vejamos o caso de Calatrava e a gare do oriente, a obra é fortíssima, articula a forma gótica com a herança eiffeliana e no entanto quem já apanhou o comboio num dia de inverno sabe pelo que passou… É claramente o caso de uma obra marcante que ficou aquém dos seus utilizadores; nesta perspectiva, também o cubo de Abrantes, pela sua volumetria e implantação espacial, poderia ser uma obra marcante mas na perspectiva do utilizador/utente e do espaço visual da cidade possivelmente também ficaria aquém… PR