janelas











Mas a outra sala, onde Nel estudava, com uma única janela para a rua, parecia-se com um pequeno palco de amadores, ou pelo menos ela assim gostava de pensar; como se ela fosse Ana Karenina, com o seu vestido escuro abotoado desde o pescoço com uma carreira de botõezinhos forrados, e Vronski fosse aparecer na porta de espelhos e lhe dissesse qualquer coisa donde partiriam ambos para o conflito dum despeitado amor.

Agustina Bessa-Luís, As Pessoas Felizes, Guimarães Editores, Lisboa, 2.ªedição, p. 52.

2 comentários:

João disse...

Olá :)
Muito bom o teu blogue, com fotografias lindissimas, excelente, vou acompanhar o teu trabalho. beijinho

marteodora disse...

João, obrigada pela visita e pelas palavras.
Também gostei do seu e das boas fotografias que tem por lá.