janelas



"A ténue claridade do corredor filtrava-se pelo orifício e projectava um filamento vaporoso de luz do lado de lá. Pouco mais se via do que uma atmosfera espessa. Aproximei o olho, tentando captar alguma imagem do que havia do outro lado da parede, mas nesse momento surgiu uma aranha preta na boca do orifício. Recuei bruscamente a aranha apressou-se a trepar pelo interior do armário e desapareceu na sombra."

Zafón, Carlos Ruiz, O jogo do anjo, Dom Quixote, p. 204.

4 comentários:

José Ricardo Costa disse...

Belíssima.

JR

Margarida Fernandes disse...

Excerto muito bem escolhido do livro de Carlos Ruiz Zafón.

Micha disse...

Casamento perfeito! Parabens!

Barroso disse...

Consegues sempre melhor, parabéns :)