janelas











Mas a outra sala, onde Nel estudava, com uma única janela para a rua, parecia-se com um pequeno palco de amadores, ou pelo menos ela assim gostava de pensar; como se ela fosse Ana Karenina, com o seu vestido escuro abotoado desde o pescoço com uma carreira de botõezinhos forrados, e Vronski fosse aparecer na porta de espelhos e lhe dissesse qualquer coisa donde partiriam ambos para o conflito dum despeitado amor.

Agustina Bessa-Luís, As Pessoas Felizes, Guimarães Editores, Lisboa, 2.ªedição, p. 52.

18 mm (Elvas)


inquietação

Caros amigos,
façam o favor de me esclarecer.
Considero que não escrevo mal de todo; porém tenho sempre esta inquietação:
Para dizer que alguma coisa é demasiada ou em muita quantidade diz-se (ou antes, escreve-se) que é, ou são "de mais" ou dir-se-á "demais"?
É que, para significar demasiado já tenho lido, em bons autores (na Agustina, por exemplo) e em boas traduções, a palavra demais.

Ora, para mim, demais, é isto que está em baixo (tirei da infopédia):
advérbio
além disso; de resto
determinante e pronome demonstrativo
outros, outras; restantes;
demais a mais ainda por cima.


Em que circunstância poderei usar "de mais" e quando é que posso usar "demais"?

Por exemplo, escreve-se que foi tarde demais, ou tarde de mais?

Sinto-me um pouco confusa...!

Mas ainda não fui ao ciberdúvidas.