janelas

das memórias

Durante a procura de uma nova morada, e após insistência do vendedor, acedi a subir ao terceiro andar. Lá chegado, e após flanquear a porta da sala, deparei-me com uma grande janela, de sacada. O dia estava radioso e a vista, magnífica, a serra d’aire entrava pela sala dentro. Quando volvi, à então casa, disse à MTT: - Encontrei a nossa casa!
Hoje, volvidos alguns anos, volto diariamente à janela e nela vislumbro os entardeceres da minha infância quando ao colo de meu avô materno, e na casa de família na aldeia de MV, eu ouvia as suas histórias tendo como pano de fundo a serra, a mesma de hoje, a mesma de sempre. Não há como as memórias para ancorarem o nosso presente, a nossa janela.
Este texto é apenas um parêntese, este é um blogue de fotografias, e assim vai continuar a ser, é um espaço onde partilhamos – com quem tem a amabilidade de nos visitar – a nossa forma de ver, olhar, sentir, a vida e o mundo.

Sem comentários: