janelas

Já visitou Torres Novas?


Não? Nunca nos visitou?
Então, da janela convida-o. No centro da cidade temos dois pequenos e simpáticos hotéis, se preferir algo mais elaborado procure ficar no turismo de habitação na aldeia de vila do Paço.
Para comer, experimente o cabrito. A marteodora detesta, mas eu adoro. Assado em forno de lenha, acompanhado de pequenas batatas, assessorado por um arroz de miúdos e com a companhia de bons grelos avinagrados (temos por cá um festival dele neste momento). Se preferir peixe do rio, siga até à aldeia de Boquilobo, por lá encontra as inevitáveis enguias, fritas ou de ensopado, também pode comer fataça, acompanhada de uma açorda com pimentos encarnados.
Para visitar tente o Castelo, é dos mais bonitos de Portugal – acredite, conhecemos umas largas dezenas de exemplares. A Igreja da Misericórdia é incontornável, o Barroco de verve nacional no seu mais significativo esplendor. As restantes igrejas têm altares de talha dourada, não são vulgares, são obra de mestre Manuel da Silva. Depois, tem o Museu Municipal onde encontra uma vasta obra de Carlos Reis e muita e boa arte sacra.
Pela cidade, viste o jardim das rosas, vá até à biblioteca pública. Nos arredores fica o Paúl do Boquilobo e a Serra de Aire e Candeeiros, também por perto fica o rio Tejo e o Castelo de Almourol.
No fim do dia dirija-se à aldeia de Pedrógão, nas faldas da serra. Pare o carro junto ao edifício da junta de freguesia e assista ao pôr - do – sol; num dia aberto, o contraste entre a sombra da serra e o vermelho do ocaso são de cortar a respiração.
Para a noite, consulte a programação do Teatro Virgínia ou desfrute do seu Café-Concerto.
E se assim o entender, envie-nos um email, se pudermos iremos ter consigo e tomar um café na esplanada da Praça Cinco de Outubro.

2 comentários:

Alexandre disse...

passei por aí o fim de semana passado, um dia tenho mesmo que parar e ficar.. :)

Margaridaa disse...

É um prazer ler assim sobre uma terra. Desvenda o amor que lhe tem quem escreve.
Vontade de visitar.

(Por oposição a quem passa a vida a dizer mal, a encontrar defeitos naquilo que o rodeia... gosto deste estado de espírito.)