janelas

acordar

De manhã quando acordou estava tudo calmo. A batalha tinha acabado. Já não se ouviam os gemidos do vento, nem os gritos do mar mas só um doce murmúrio de ondas pequeninas. E o rapazinho saltou da cama, foi à janela e viu uma manhã linda de sol brilhante, céu azul e mar azul. Estava maré vaza. Pôs fato de banho e foi para a praia a correr. Tudo estava tão claro e sossegado que ele pensou que o temporal da véspera tinha sido um sonho.

Sophia de Mello Breyner Andresen
A MENINA DO MAR
Figueirinhas, Porto, 1998,
pp. 8 e 9

2 comentários:

Chapa disse...

Só a água lava assim branco.

Margarida Fernandes disse...

Bonita fotografia acompanhada por um excerto de um livro eternamente tocante.