janelas

acordar

De manhã quando acordou estava tudo calmo. A batalha tinha acabado. Já não se ouviam os gemidos do vento, nem os gritos do mar mas só um doce murmúrio de ondas pequeninas. E o rapazinho saltou da cama, foi à janela e viu uma manhã linda de sol brilhante, céu azul e mar azul. Estava maré vaza. Pôs fato de banho e foi para a praia a correr. Tudo estava tão claro e sossegado que ele pensou que o temporal da véspera tinha sido um sonho.

Sophia de Mello Breyner Andresen
A MENINA DO MAR
Figueirinhas, Porto, 1998,
pp. 8 e 9

São servidos?


Paelha à nossa maneira
Cozemos o pato, sim o pato, com limão e sal. Retirámos a carne que cortámos em nacos grandes; reservámos o caldo ao qual adicionámos açafrão, das índias. Mantivemos quente, no forno. Na paelha deitámos um fio de azeite, virgem de Évora. Quando este começou a fervilhar, a rolar em pequenas gotas douradas pela superfície fervente adicionámos as lulas, previamente cortadas em finas rodelas translúcidas. Juntamente com estas o pimento, cortado em finas tiras, sem pele para uma melhor digestão. Assessorámos as ervilhas e depois os nacos do pato. Fomos rolando os ingredientes na superfície da paelha. Quando os nacos de carne apresentam sinais de fritura adicionamos os camarões (sim nós sabemos que os puristas da cozinha só os adicionam no fim…), esperamos que estes fiquem rosados. Após isto distribui-se o arroz pela paelha, intervalando-o por entre os outros ingredientes. Este frita um pouco e depois junta-se o caldo fervente. Sublinha-se tudo com uns toque de colher e espera-se. Quando as extremidades dos bagos de arroz começam a mudar de cor apaga-se o lume, que foi forte durante todo o processo. Depois tapa-se com um pano e espera-se que enxugue, mas não em demasia. Acompanha-se com um bom vinho tinto, um reserva encorpado,do Douro por exemplo.Depois..? depois sejam servidos e um bom apetite.