janelas

Estava tudo em silêncio

Bateram à porta, mas não obtiveram resposta. Bradaram. Estava tudo em silêncio. Por fim, depois de, em vão, tentarem arrombar a porta, subiram ao terraço e desceram para a varanda. As janelas cederam facilmente, que os ferrolhos eram velhos.
Quando entraram, viram pendurado na parede um magnífico retrato do seu amo, tal como era quando o viram a última vez, em todo o fulgor da sua deslumbrante juventude e beleza. No chão jazia um homem morto, em trajo de cerimónia, com uma faca cravada no coração. Estava mirrado, enrugado e tinha uma cara repugnante. Examinaram-lhe os anéis, e só então o reconheceram.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray

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