janelas

receita anticrise

Sony A 700; 1/40s; 5.0f; ISO 800; zoom Sigma DC a 90 mm

Comprámos os camarões já cozidos, o que é um handicap, mas tal não importou. Fizemos um piso com as cabeças dos ditos, alho picado e talos de coentros. Colocámos em água e aquecemos, lentamente, fizemos o caldo. Quase no fim adicionámos uma pitada de sal. Entretanto esfarelámos o pão, tipo alentejano, daquele branco, alvo, produto de uma padaria para os lados de Olho - de - Boi. Pão de ontem, claro. De seguida casou-se o caldo com o pão e reservámos. Ao lado, numa frigideira funda, tipo sertã, derramámos um fio de azeite, ao qual adicionámos umas farripas (generosas) de açafrão e um dente de alho, esmagado, com casca. Elemento aromatizador de qualquer azeite que se preze. Quando o azeite começou a saltitar alegremente na frigideira fomos adicionando a este, de forma progressiva, o pão. Importa mexer, com cuidado, com uma colher de pau (por aqui não temos a ASAE) para evitar os grumos de pão tão arreliadores no ato degustativo. Juntou-se por fim os camarões, envolveram-se estes no polme então criado, adicionou-se – já com o lume apagado – uma gema de ovo e coentros grosseiramente picados. Depois foi colocar o resultado culinário na travessa, tirar a foto e degustá-lo, acompanhado de uma cerveja preta, tipo stout, daquelas ásperas com um toque, ligeiro, de café (não dizemos a marca, não fazemos publicidade gratuita a cervejeiras). Para sobremesa, cerejas da cova da Beira – obrigado Alcina – marmelada e queijo de cabra, no fim, no fim o inevitável café, na varanda, olhando a serra.